Uma carteira inadimplente reúne créditos com diferentes níveis de risco,
qualidade jurídica, capacidade patrimonial e possibilidade de recuperação.
Por isso, cada caso precisa ser analisado, classificado e conduzido segundo
uma estratégia própria.
Dois créditos de mesmo valor podem apresentar perspectivas de recuperação
completamente distintas. A documentação disponível, o tempo de inadimplemento,
o comportamento do devedor, sua atividade econômica e a existência de patrimônio
alteram significativamente a estratégia recomendada.
O Método R&S parte dessa premissa para organizar a carteira e direcionar
recursos para os casos e medidas com maior racionalidade jurídica e econômica.
O método estrutura a recuperação como um ciclo. Cada etapa produz informações
que orientam a seguinte e podem levar à revisão das decisões anteriores.
A classificação não pretende prever o futuro. Sua função é organizar informações
relevantes e criar critérios objetivos para priorizar a atuação.
A recuperabilidade serve como instrumento de gestão. Ela ajuda a definir onde
concentrar esforços, quais medidas merecem prioridade e quais casos exigem
cautela antes da realização de novos dispêndios.
Casos que apresentam conjunto favorável de elementos jurídicos,
patrimoniais, comportamentais e econômicos.
Casos que exigem atuação seletiva, aprofundamento de informações
ou combinação de estratégias para aumentar a possibilidade de recuperação.
Casos em que os riscos, obstáculos ou custos recomendam maior cautela,
monitoramento ou reavaliação antes de novas medidas.
O resultado da análise precisa produzir uma estratégia concreta.
Um crédito pode demandar negociação imediata, aprofundamento da pesquisa
patrimonial, judicialização, revisão documental ou simplesmente
acompanhamento antes da adoção de novas medidas.
A prioridade não decorre apenas do valor nominal da dívida, mas da relação
entre potencial de recuperação, risco, custo e esforço necessário.
A situação patrimonial do devedor pode mudar. Por isso, a investigação
acompanha diferentes momentos do ciclo de recuperação.
Informações patrimoniais ajudam a avaliar a viabilidade da cobrança,
orientar negociações, definir medidas judiciais e decidir se determinada
estratégia continua economicamente justificável.
Quando surgem novos elementos, a classificação e a estratégia podem ser
revistas. O objetivo não é simplesmente localizar bens, mas utilizar a
informação patrimonial como parte da tomada de decisão.
Empresas retomam atividades, devedores adquirem patrimônio, acordos são
descumpridos, novos documentos aparecem e processos produzem novas informações.
A perspectiva de recuperação pode mudar.
Por isso, casos de baixa recuperabilidade não são necessariamente esquecidos,
assim como casos inicialmente favoráveis podem exigir mudança de estratégia.
O ciclo retorna ao diagnóstico sempre que houver elementos capazes de alterar
a decisão anteriormente adotada.
O Diagnóstico Estratégico permite analisar uma carteira completa ou uma
amostra representativa para identificar características dos créditos,
gargalos, recuperabilidade e prioridades de atuação.
O resultado fornece uma visão estruturada da carteira e uma base mais
objetiva para decidir onde concentrar os esforços de recuperação.
Se sua empresa possui uma carteira inadimplente, podemos começar pela
compreensão dos créditos, identificação das prioridades e definição
das estratégias adequadas a cada grupo de casos.